Continuam as minhas tentativas de construir um dispositivo para bombear água do poço usando energia solar ou eólica.
No ano passado construí vários protótipos para um motor solar sem pistões nem válvulas, baseado na expansão e contracção (através de aquecimento e arrefecimento) dum certo volume de ar, sempre o mesmo (ver o artigo de
2012.09.03). Cheguei à conclusão que um dispositivo assim, apesar de funcionar teoricamente, teria um rendimento extremamente reduzido. Ou seja, para ter um rendimento significativo é necessário que o ar circule : o ar quente deve sair depois da expansão para ser substituído por ar mais fresco. Isso supõe a existência de válvulas.
Continuarei a tentar.
Fiz recentemente um pequeno brinquedo científico, não necessariamente relacionado com as energias renováveis mas sim com a manipulação do fluxo de água. Trata-se dum dispositivo que transforma um fluxo contínuo de água em descargas discretas, espaçadas no tempo.
Este brinquedo tem uma história engraçada. Há quase 30 anos que tenho esta ideia na mente, devido a um livro que li em criança. O dispositivo estava claramente desenhado na minha cabeça, com todos os pormenores. Mas nunca me tinha mobilizado para construí-lo, parecia-me que não tinha muito interesse, ou que havia detalhes técnicos difíceis de realizar na prática. Até a Anca-Maria perguntar-me
Tu não falavas, há muitos anos, dum dispositivo estranho que me irias mostrar ? Nunca chegaste a mostrar-me. Então apercebi-me que os anos tinham passado depressa, que a vida não é assim tão longa como nos parece quando somos adolescentes, e deitei as mãos à obra. Obrigado, Anca-Maria, pelo teu incentivo.